Monthly Archives: March 2019

Quarteto Lopes-Graça apresenta “Integral da Música de Câmara” de Joly Braga Santos – 30 Março – Cascais, Museu da Música Portuguesa

No próximo dia 30 de Março, o Quarteto Lopes-Graça sobe ao palco do Museu da Música Portuguesa, em Cascais, para prestar homenagem ao grande compositor Joly Braga Santos. Este evento integra-se no ciclo de concertos “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos”, já iniciado em 2018, ano do 30º aniversário da morte do compositor, e serve para celebrar a obra de música de câmara de uma das principais figuras da música portuguesa do século XX.

O reconhecido quarteto de cordas, composto por Luís Pacheco Cunha (Violino), Maria José Laginha (Violino), Isabel Pimentel (Violeta) e Catherine Strynckx(Violoncelo) apresentará duas obras: “Quarteto de Arcos nº1, op.4”, uma obra de 1945, dedicada a Luís de Freitas Branco, que por 35 minutos nos transporta de Allegro moderato a Allegro con fuoco, passando por Andante tranquillo, e Allegro molto energico e appassionato; e “Quarteto de Arcos nº2, op.29”, de 1957 e dedicado a Maria José Braga Santos, em tons de Largo – Allegro moderatoAdagio molto – Andante con moto e Largo – Allegro molto vivace.

Este projecto da Musicamera Produções estreou-se em 2017 no CCB, e foi um tal êxito que aí voltou no ano seguinte, assim como passou por outras localizações como o Teatro Garcia de Resende, em Évora, e o CCCB, em Castelo Branco. Agora em 2019, e depois de Cascais, o Quarteto Graça-Lopes levará ainda este evento a Loulé, num gesto de “defesa e fruição de um acervo fulcral no devir da cultura musical portuguesa”.

Concerto da série “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos” a não perder no dia 30 de Março, às 18h, no Museu da Música Portuguesa em Cascais.

Programas

Joly Braga Santos [1924-1988]
Quarteto de Arcos nº 1, op. 4 (1945) 35’00’’
Dedicado a Luís de Freitas Branco
Allegro moderato
Allegro con fuoco
Andante tranquillo
Allegro molto energico e appassionato

Joly Braga Santos [1924-1988]
Quarteto de Arcos nº 2, op. 29 (1957) 23’00’’
Dedicado a Maria José Braga Santos
Largo – Allegro moderato
Adagio molto – Andante con moto
Largo – Allegro molto vivace

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Festival CriaSons agora em Almada – 5º Concerto – Programa Alexandre Delgado – 6 Abril | Auditório do Convento dos Capuchos

A 2ª edição do Festival CriaSons vai já para o 5º concerto. Depois de Lisboa e Seia, o concerto que se segue intitula-se “Sopro XX / XXI” e foi desenhado por Alexandre Delgado e acontece a 6 de Abril, no Auditório do Convento dos Capuchos, em Almada.

Alexandre Delgado é compositor e violetista, integrou a Orquestra Gulbenkian e actualmente faz parte do Quarteto com Piano de Moscovo. Foi aluno particular de Joly Braga Santos e acumula condecorações como o 1º Prémio de Composição do Conservatório de Nice (1990) e o Prémio francês para Jovens Músicos (1987).

Neste concerto, Alexandre Delgado enquanto compositor residente CriaSons, apresentará a sua obra “Os Nossos Dias” (1987) para flauta, oboé, trompa e fagote, que o músico declara inspirada em Alexandre O’Neill. A sua lado, poderemos ouvir a obra “Tríptico”, para Quinteto de Sopros, do jovem compositor Tiago Derriça, composta a propósito para o festival, de forma que se trata de uma estreia absoluta. A balizar estas duas peças, “Sopro XX/XXI” conta ainda com a obra “Mládí” do grande modernista checo Janáček, que ilustra a sua originalidade telúrica; e a obra “Sexteto”, de Francis Poulenc – uma peça para Piano e Sopros, que prova a irreverência cativante do compositor parisiense.

Depois de três concertos memoráveis em Lisboa com programas de Fernando C. Lapa (10 Dez 2018), Cândido Lima (14 Jan 2019) e de Alejandro Erlich Oliva (11 Fev 2019), o Festival CriaSons seguiu o interior do país, com um concerto em Seia por Eurico Carrapatoso (2 Mar 2019) e agora cristaliza-se em Almada, a 6 de Abril.

Este 5º concerto oferece um programa que revitaliza a música de câmara, neste caso dedicada especificamente a Sopros e Piano, num casamento de obras do século XX e do século XXI, com o objectivo de cativar ouvintes menos usuais.

A não perder: Programa “Sopro XX / XXI” de Alexandre Delgado – dia 6 de Abril, no Auditório do Convento dos Capuchos em Almada, pelas 16h30 – com interpretação de Katharine Rawdon (flauta), Bethany Akers (oboé), Paulo Gaspar (clarinete), Jorge Trindade (clarinete e clarinete baixo), Franz-Juergen Dorsam (fagote), Gabriele Amaru (trompa) e Alexei Eremin (piano).

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“Ver os Sons, Ouvir Imagens” com dois novos espectáculos em Lisboa e Porto

Ver os Sons, Ouvir Imagens é um evento multimédia, de carácter performativo, onde os sons do violoncelo de Miguel Rocha e do contrabaixo de Adriano Aguiar interagem com as imagens audiovisuais criadas por Mariana Irene Aparício, Inês Silva, Gabriel Marmelo e João Pedro Oliveira, controladas a vivo por Jaime ReisOs próximos espectáculos são já no dia 15 de Março, às 19h30, no espaço Lisboa Incomum, em Lisboa e dois dias depois, a 17 de Março, às 18h30, no Porto, no Teatro Helena Sá e Costa da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE).

O Duo Contracello apresenta neste espectáculo obras de prestigiados compositores portugueses que escreveram especialmente para esta formação. São eles Isabel Soveral, Jaime Reis, Clotilde Rosa e Ângela Lopes. Esta é também a ocasião para a estreia absoluta da obra “Dark Energy” de João Pedro Oliveira, acompanhada de imagens do próprio, e da estreia de trabalhos de António Chagas Rosa.

O trabalho criativo em torno da ideia de cruzamento entre duas expressões artísticas – a música e o filme – tem como principal objectivo a montagem de um espectáculo multidimensional, e o envolvimento simultaneamente erudito e emocional do(s) seu(s) público(s). Destaque, também, para uma clara possibilidade de exposição pedagógica dos sons e das imagens, através da componente perceptiva do espectáculo, em que ver e ouvir, é intencionalmente exposto e amplificado, proporcionando novas e intensas experiências aos seus espectadores.

O projecto Ver os Sons, Ouvir Imagens do Duo Contracello – que conta com o apoio da DGArtes e da Fundação GDA – apresenta-se no dia 15 de Março, às 19h30, no Lisboa Incomum, na capital, para depois seguir para o Porto, para um segundo espectáculo no Teatro Helena Sá e Costa da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE), a 17 de Março, às 18h30.

Programa

Clotilde Rosa [1930-2017] 
Peacefull Meeting (2016) 
Com imagens de João Pedro Oliveira

Ângela Lopes (1972) 
E(H)LLE(M) – “Sete momentos em forma de trança” (2017) 
Com imagens de Inês Silva

Isabel Soveral [1961] 
Anamorphoses VIII (2014) 
Com imagens de Maria Irene Aparício

Jaime Reis [1983] 
Fluxus, Drag (2015) 
Com imagens de Maria Irene Aparício

António Chagas Rosa [1960] 
La barque partie (2018) – 1ª audição 
Com imagens de Gabriel Marmelo

João Pedro Oliveira [1959] 
Dark Energy (2018)
Com imagens de João Pedro Oliveira

Obras dedicadas ao Duo Contracello

Sobre o Duo Contracello

Duo composto pelo violoncelista Miguel Rocha e o contrabaixista Adriano Aguiar.
Inicia a sua actividade em 1993 e no currículo tem apresentações em Portugal (tais como Festivais de Música de Espinho, de Leiria, Porto 2001-Capital Europeia da Cultura e Centro Cultural de Belém, Festival CriaSons 2011), em Espanha, França (Festival d’Ile de France), Suíça, Estados Unidos da América, República Checa e Holanda.
O seu repertório, que se estende de Couperin a Berio, é constantemente enriquecido com obras originais especialmente dedicadas. A primeira realização discográfica do Duo Contracello, NUMERICA 1055, foi publicada no final de 1996 com o apoio do Ministério da Cultura e inclui obras de Boismortier, Pleyel, Rossini e Alexandre Delgado. Em 2006 foi lançado o segundo CD, “Duo Contracello II”, com obras de Couperin, Keyper, Mozart, Boukinik e Carlos Azevedo. O CD “Duo Contracello III”, editado em 2015 é inteiramente preenchido com obras dedicadas ao Duo Contracello por compositores portugueses: Sérgio Azevedo, Paulo Jorge Ferreira, António Victorino D’ Almeida, Isabel Soveral e César Viana. O programa deste último CD foi apresentado em numerosos concertos de norte a sul de Portugal, com o apoio da DGartes.
Nos últimos anos o Duo Contracello tem desenvolvido um projecto intitulado “Ver os sons, ouvir imagens”, que tem vindo a ser concretizado em vários espectáculos, com destaque para o Festival COMA’15, em Madrid e para o BASS 16, em Praga, e que obteve recentemente os apoios do estado de Portugal – Cultura, através de financiamento da Direção Geral das Artes e também da Fundação GDA. Estes apoios, geridos pela Musicamera Produções, já permitiram realizar concertos em Portugal, Holanda e Espanha, com continuidade em 2019, tendo como objectivo a fixação da parte áudio, em CD, e de todo o espectáculo em DVD.

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