CARLOS GUILHERME

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Carlos Guilherme, tenor

Carlos Guilherme nasceu em Lourenço Marques e estudou com Greta Muir na Rodésia (Zimbabwe), onde fez a sua estreia com a companhia de ópera de Salisbury (Riccardo em Un Ballo in Maschera de Verdi) – vencendo em 1975 o Concurso Internacional de Eisteddfod.

Vindo para Portugal em 1976, passou a trabalhar com John Labarge no Conservatório Regional do Algarve.

Tomou-se artista residente do Teatro Nacional de São Carlos  em 1980, fazendo aí a sua estreia como Malcolm, em Macbeth de Verdi, com Renato Bruson. O seu repertório inclui 36 papéis principais em óperas, muitos recitais e concertos por todo o país, colaborando várias vezes com a Fundação Calouste Gulbenkian, o Círculo Portuense de Ópera, o Coral Luisa Todi de Setúbal, a Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e o Coro da Universidade de Lisboa.

A partir de 1987, Carlos Guilherme tem sido convidado para cantar noutros países, tais como, Estados Unidos, Brasil, Moçambique, Bélgica e Espanha e França. Com a Companhia de Ópera de Câmara de Florença, cantou o papel de Almaviva (O Barbeiro de Sevilha) em várias cidades francesas e em Israel onde, a convite da Nova Opera de Telavive, interpretou o papel de Truffaldino (O amor das três laranjas) com grande sucesso.

Em 1993 abriu a Temporada Comemorativa dos 200 anos do Teatro Nacional de São Carlos  cantando Eugène Onegin, de Tchaikovsky. Estreou a ópera de Alexandre Delgado O Doido e a Morte em 1994, ano em que Lisboa foi Capital Europeia da Cultura’. Em Setembro de 1997 fez a sua estreia no papel de Rodolfo em La Bohème, culminando assim uma profícua colaboração com a Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz. Seguiu depois para Macau onde cantou a parte de tenor na Missa de Santa Cecília de J. Haydn. Em 1999, no Teatro Nacional de São Carlos, estreou-se no papel principal da ópera La Borghesina de Augusto Machado e foi Mercúrio na opereta de Offenbach Orphée aux enfers.

No ano 2000, para além do Stabat Mater, de Rossini, em Ponta Delgada – onde no ano anterior havia cantado a Missa de Santa Cecília de Gounod -, interpretou quatro papéis, em outras tantas óperas, sendo de destacar o seu desempenho em The English Cat de H. W. Henze, dando mais de vinte récitas. Em Abril de 2001 estreou-se em Itália, no Teatro Rossini (Lugo), no papel principal da ópera Il Trionfo di Clelia de Gluck.

Ao longo da sua carreira, Carlos Guilherme apresentou-se com as mais importantes orquestras portuguesas e ainda com a Sinfónica Emeritus de São Francisco (Califórnia), a Orquestra de Câmara de Pádua, a Sinfónica de Budapeste, a Filarmónica de Moscovo, a Sinfónica de Israel, a Sinfónica de Xangai e a Orquestra do Teatro Comunale de Bolonha.

Estudou entretanto com Marimi del Pozo e frequentou vários cursos para melhoramento da sua técnica vocal com ilustres professores, nomeadamente, Gino Becchi, Campogalliano, Claude Thiolass e Regina Resnik. Em 1984 foi-lhe atribuído o Prémio Tomas Alcaide.

 

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