LUÍS PACHECO CUNHA

O violinista Luis Pacheco Cunha em entrevista à Agência Lusa, no Conservatório Nacional, Fevereiro 2009, em Lisboa. (ACOMPANHA TEXTO) MARIO CRUZ/LUSA

@Mario Cruz/LUSA

LUIS PACHECO CUNHA, violino

 

Luís Cunha distingue-se como intérprete de grande riqueza emocional e compreensão estilística, sonoridade terna e profunda e excelente aparato técnico.

Zorya Chikhmourzaeva

A estreia de Luís Cunha no Teatro de S. Luíz, em Lisboa teve impacto notável no meio musical português. Regressava de Moscovo um jovem que assumia no palco o explosivo potencial da escola russa de arco. Destreza da arcada, soluções na técnica e expressividade da articulação absolutamente imprevisíveis e que tornam mais evidente o extremo rigor da afinação.

Maestro José Atalaya, 1992

A Fantasia “Il Trovatore”, de Francisco Sá Noronha, para violino e orquestra, obra onde o violinista Luís Cunha pôde demonstrar a sua destreza técnica e uma apreciável qualidade sonora.

Cristina Fernandes, Público, 1998

…uma versão cheia de vivacidade e sensibilidade.

Manuel Pedro Ferreira, crítica ao CD “As Quatro Estações”, Público, 2000

 

Actua como recitalista, músico de câmara e solista na maioria das cidades portuguesas, em Espanha, França, Suiça, Alemanha. Realizou tournées de concertos na Bélgica, Holanda, Inglaterra, Escócia, Irlanda, URSS/CEI e em Angola e gravou para a RDP, RTP, TVI e GOSSTELERADIO (Rússia).

Cursou o Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, a International Menhuin Music Academy, em Gstaad, Suiça, estagiou em Londres, França, Finlândia, com formadores como Zorya Chikhmourzaeva, Yossi Zivoni, Vasco Barbosa, Mikhail Kopelman, Sandor Végh, Yehudi Menhuin, Maria João Pires.

Mais recentemente realizou, com Jean-Sébastien Béreau, um Estágio em Direcção de Orquestra, em Lisboa.

Músico versátil, destacam-se as suas interpretações de “A Truta” de Schubert (transmissão ao vivo na RDP2), o concerto de Chausson (CCB), sonatas de Beethoven, Strauss e Freitas Branco (Festas de Lisboa), o Concerto em ré m de Paganini (S.Luíz), o “Quarteto para o Fim dos Tempos” de Messiaen, a participação na abertura oficial do ano Grieg, em recital com a pianista Anne Kaasa no Palácio Foz, em Lisboa (Janeiro de 2007).

Foi membro das Orquestras Gulbenkian e do Teatro de São Carlos e concertino da Orquestra Sinfonia B, da Heidelberger Kammerorchester, da Orquestra da Companhia Nacional de Bailado e da Orquestra do Festival MusicAtlântico.

Promove e actua em projectos pluridisciplinares de teatro musical tais como “Música para Pais e Filhos”, “Danças” ou “O Navio dos Rebeldes”. Dirigiu, em 2008, no Teatro da Trindade, uma versão “revisitada” da ópera “Orfeu” de Gluck e, em 2009, no Centro Cultural de Belém, o “Dido e Eneias” de Purcell.

Colaborou com Mísia no seu projecto de homenagem a Carlos Paredes – “Canto” – em recitais em quatro continentes. Gravou ainda com a fadista os álbuns “Drama Box”, “Lisboarium” e “Senhora da Noite”.

É membro fundador e 1º violino do Quarteto Lopes-Graça.

É professor de violino e música de câmara na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa. Dirigiu a classe de Orquestra do Conservatório Metropolitano. Leccionou Didáctica e História do Violino na Universidade de Évora, Cursos de Formação de Docentes do Ensino Artístico Especializado e fundou, em 2008, os Cursos de Música do Pendão. É actualmente director artístico das Master-Classes ZezereArts, no Convento de Cristo, em Tomar.

A sua discografia inclui concertos com Orquestra – CD/ EXPO 98, Fantasia “Il Trovatore” de Sá Noronha, para Violino e Orquestra (RCA Classics, 1998) e  CD “Quatro Estações” de Vivaldi com a Orquestra Sinfonia B (Bajja Records, 2000); Recital – CD “Dancing Fiddle” (Numérica, 2008) e CD “Violino em Portugal” (Numérica, 2011), ambos com o pianista Eurico Rosado e ainda a colaboração de José Diniz (guitarra), Luís Gomes (clarinete) e Pedro Wallenstein (contrabaixo); Música de Câmara – CD “Quartetos de Santos Pinto” para MC/ IA, 2004; com o Quarteto Lopes Graça, de que é membro fundador, gravou, para a editora Numérica, o CD “Música Portuguesa para um Quarteto” (Numérica, 2009), com obras daquele autor e de António Victorino d’Almeida. Este trabalho foi vencedor do PRÉMIO AUTORES / RTP 2010, na categoria de “Melhor Trabalho de Música Erudita”. Também com este colectivo acaba de editar o CD “CRIASONS” (Numérica, 2011) e “LOPES-GRAÇA – COMPLETE MUSIC FOR STRING QUARTET AND PIANO” (Toccata Classics, 2014, 2015).

Editoras TOCCATA CLASSICS, NUMÉRICA, BMG/RCA, BAJJA Records, iTunes 

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