2º Festival CriaSons – Estão escolhidos os seis vencedores do Concurso para Compositores Emergentes

A Musicamera Produções tem o prazer de anunciar os seis compositores vencedores do Concurso para Compositores Emergentes, lançado no âmbito da segunda edição do Festival CriaSons, que tem como objectivo promover e divulgar a música erudita com particular incidência na matriz autoral portuguesa contemporânea.

Hugo Reis, Camila Menino, Edward d’Abreu, Miguel Jesus, Samuel Pascoal e Tiago Derriça são os compositores selecionados para integrar cada um dos seis Programas definidos pelo painel de compositores residentes proposto para o Festival CriaSons 2018/2019.

Os vencedores são, assim, convidados a compor uma nova obra que será apresentada, em estreia mundial, no 2º Festival CriaSons, com interpretação ao vivo a cargo de diversos solistas, do Quarteto Lopes-Graça e da Camerata Vocal e Instrumental Musicamera. Os seis Programas serão levados a diversos auditórios e teatros de Norte a Sul do país, bem como em digressões internacionais.
Todas as novas obras terão ainda edição em CD com o selo de uma editora de prestígio, estando também garantida a edição em partitura das mesmas.

Hugo Reis integrará a programação de Fernando Lapa e poderá escrever para qualquer formação que inclua piano, dois violinos, violeta, violoncelo, clarinete e coro de câmara.
Camila Menino fará parte do programa de Cândido Lima e poderá compor para piano, violino, violoncelo, contrabaixo, clarinete, flauta e soprano.
Edward d’Abreu trabalhará para o programa de Amílcar Vasques-Dias e poderá escrever para piano, contrabaixo, flauta, sax soprano, sax alto, sax tenor, trompa, três trompetes, dois trombones e trombone baixo
Miguel Jesus integrará a programação de Eurico Carrapatoso e poderá compor para quarteto de cordas e soprano.
Samuel Pascoal fará parte da programação de Alejandro Erlich-Oliva e poderá escrever para quarteto de cordas, contrabaixo e soprano.
Tiago Derriça trabalhará para o programa de Alexandre Delgado e poderá compor para piano, flauta, oboé, clarinete, clarinete baixo, trompa e fagote.

A Comissão de Avaliação, presidida pelo maestro Brian MacKay e composta por Eurico Carrapatoso, Alexandre Delgado, Amílcar Vasques-Dias, Fernando Lapa, Cândido Lima e Alejandro Erlich Oliva, trabalhou cerca de 250 horas para analisar um total de 51 candidaturas aceites e 150 obras enviadas, tendo sido os seis compositores mencionados escolhidos por unanimidade.

A Musicamera Produções congratula-se pelo “grande sucesso” da iniciativa à qual aderiram concorrentes de todos os distritos de Portugal (continente e ilhas) e alguns estrangeiros residentes no país. Entre as 51 candidaturas aceites, contaram-se 10 mulheres e 41 homens, com idades compreendidas entre os 17 e os 59 anos.

2º Festival CriaSons – Estão abertas as candidaturas para o Concurso de Compositores Emergentes

A Musicamera Produções anunciou a abertura do Concurso para Compositores Emergentes
no âmbito da segunda edição do Festival Criasons, que tem como objectivo promover e
divulgar a música erudita com particular incidência na matriz autoral portuguesa
contemporânea.

Convidam-se compositores portugueses e estrangeiros, com residência em Portugal,
a enviar entre duas a três obras da sua autoria até ao próximo dia 27 de Setembro de 2018.

Os candidatos selecionados serão então convidados a compor uma nova obra a ser
apresentada, em estreia mundial, no 2º Festival Criasons 2018/2019, com interpretação ao
vivo a cargo da Camerata Vocal e Instrumental Musicamera.
Os seis Programas serão levados a diversos auditórios e teatros de Norte a Sul do país.

Todas as novas obras terão ainda edição em CD com o selo de uma editora de prestígio, estando também garantida a edição em partitura das mesmas.

Apostada em estimular a criação musical erudita contemporânea em três vertentes fundamentais – criação, apresentação pública e gravação/edição- , a Musicamera Produções reafirma esta iniciativa, convidando os compositores portugueses a participar neste fórum privilegiado de divulgação, fruição e análise da música (vocal e instrumental) feita hoje em Portugal.

Candidaturas ATÉ 27 DE SETEMBRO DE 2018

Todas as informações e formulário de inscrição em https://bit.ly/2PK5Kfp

ZêzereArts 2018 encerra com a ópera “As Bodas de Fígaro” de MOZART | 3 e 4 Agosto | Ferreira do Zêzere

Depois de duas semanas memoráveis, com 15 concertos que encheram por completo várias salas e monumentos históricos do eixo Ferreira do Zêzere, Tomar, Vila Nova da Barquinha e Batalha, entramos na terceira e última semana do Festival ZêzereArts.

A ópera “As Bodas de Fígaro” de Mozart é o espectáculo escolhido para encerrar a 8.ª edição do festival, nos próximos dias 3 e 4 de Agosto, às 21h, no Cine-Teatro Ivone Silva, em Ferreira do Zêzere.

É a primeira vez que o ZêzereArts apresenta uma produção operática de grande dimensão – dirigida por Brian MacKay e encenada por Roberto Recchia, com um elenco de 30 elementos, entre actores e orquestra -, num gesto de valorização de uma das áreas que tem merecido a atenção do festival desde o início: o canto lírico.

No dia 2 de Agosto, tem lugar o ensaio geral, aberto à comunicação social e ao público, também às 21h, no Cine-Teatro Ivone Silva, em Ferreira do Zêzere.

Para os dias 3 e 4 de Agosto, dada a ampla procura e a lotação limitada da sala, a entrada é livre mediante reserva prévia no Posto de Turismo de Ferreira do Zêzere: presencialmente, na Praça Dias Ferreira nº 38, Ferreira do Zêzere, ou pelo telefone 249 360 151.

Depois de óperas marcantes, como “La Serva Padrona” de Pergolesi (ZêzereArts 2016) e “Street Scene” de Kurt Weill (ZêzereArts 2012), e tendo já realizado versões curtas de óperas de Mozart acompanhadas apenas de piano, o festival estreia, assim, uma ópera do compositor austríaco integral e com orquestra.

Criado em 2011 por Brian MacKay, director artístico do festival, o ZêzereArts é uma produção da Musicamera, uma das mais prestigiadas produtoras na área da música erudita em Portugal, e conta com o apoio da DGArtes, do Médio Tejo – Comunidade Intermunicipal e das câmaras municipais de Ferreira do Zêzere, Tomar e Vila Nova da Barquinha.

Festival ZêzereArts começa já este fim-de-semana!

Em 2018, o ZêzereArts volta a encher de música as margens do rio Zêzere, no centro de Portugal. Entre 15 de Julho e 4 de Agosto, a 8.ª edição do festival apresenta um vasto programa de concertos, recitais, exposições e ópera que ocupará salas, espaços ao ar livre e monumentos históricos do eixo Ferreira do ZêzereTomarVila Nova da Barquinha e Batalha.

O ZêzereArts é o culminar de uma experiência pedagógica única, que faz parte do ADN do festival. Ao longo das três semanas do certame, estudantes de música, jovens profissionais e também amadores de alto nível frequentam uma série de cursos de Verão e masterclasses com professores de música clássica de reconhecido mérito, a nível nacional e internacional. Uma oportunidade única que permite desfrutar do Convento de Cristo, em Tomar, e de outros espaços emblemáticos da região, como verdadeiras salas de ensaio e trabalho e, simultaneamente, lugares de vivência intensa da música e do património.

Dessa experiência imersiva resulta um conjunto de concertosrecitaisexposições e espectáculos de ópera, de entrada livre, que proporcionam uma oferta cultural de elevada qualidade para o público local e para todos os visitantes do Médio Tejo.

Convento de Cristo, em Tomar, o Mosteiro da Batalha, o Castelo de Almourol e a Igreja de Nossa Senhora do Pranto, na pitoresca vila de Dornes, são alguns dos locais históricos onde se farão ouvir obras de MozartTchaikovskyChaussonDvorakVilla-Lobos ou Joly Braga Santos.

A ópera As Bodas de Fígaro, de Mozart, é um dos destaques desta edição. É a primeira vez que o ZêzereArts apresenta uma produção operática de grande dimensão – dirigida por Brian MacKay e encenada por Roberto Recchia, com um elenco artístico de 20 elementos, entre actores e orquestra -, num gesto de valorização de uma das áreas que tem merecido a atenção do festival desde o início: o canto lírico.
Depois de óperas marcantes, como La Serva Padrona de Pergolesi (ZêzereArts 2016) e Street Scene de Kurt Weill (ZêzereArts 2012), e tendo já realizado versões curtas de óperas de Mozart acompanhadas apenas de piano, o festival estreia, assim, uma ópera do compositor austríaco integral e com orquestra.

Outra novidade é a encomenda do ZêzereArts ao seu compositor residente de 2018, David Miguel, que sucede ao consagrado Eurico Carrapatoso (compositor residente de 2017). A nova obra é apresentada, em estreia mundial, no dia 21 de Julho, às 21h, no Claustro D. João III do Convento de Cristo, em Tomar.

E porque se trata de ver (e aprender com) os melhores, a 8.ª edição conta com a presença de músicos de excelência como a violoncelista franco-suíça Ophélie Gaillard – que dará uma masterclasse e um concerto a solo -, o violinista italiano Gian Paolo Peloso, o violinista luso-belga Eliot Lawson, e ainda os músicos/professores habitués Luís Pacheco CunhaCatherine StrynckxAdriano AguiarJorge AlvesAoife HineyPedro CorreiaAna QueirózTaíssa Poliakova CunhaNélia GonçalvesJuliana Mauger e Luís Pereira.

Criado em 2011 por Brian MacKay, director artístico do festival, o ZêzereArts é uma produção da Musicamera, uma das mais prestigiadas produtoras na área da música erudita em Portugal, e conta com o apoio da DGArtes, do Médio Tejo – Comunidade Intermunicipal e das câmaras municipais de Ferreira do ZêzereTomar e Vila Nova da Barquinha.

PROGRAMA

Recital de Canto Lírico | 15 JULHO
Biblioteca Municipal António Cartaxo Fonseca, Tomar | 18.30H
Recital de canto e piano por estudantes das Masterclasses com o pianista Paulo Banaco

Exposição de “Create Portugal” | 16 JULHO – 1 SETEMBRO
Posto de Turismo, Dornes | 16 de Julho – 1 Setembro
Horário: 10:00 – 13:00 e 14:00 – 18:00, todos os dias
Inauguração – Segunda-feira, 16 de Julho | 17:00
Benvindo ao evento de inauguração da exposição – pequeno cocktail

Concerto Coral | 16 JULHO
Ensembles Vocais e Coro do Festival
Igreja de Nossa Senhora do Pranto – Dornes | Segunda-feira, 16 de Julho | 18:30

O Programa inclui:Cantemos – Lajos Bárdos
Mozart – Alguns andamentos da Missa Brevis K275
Alexander Gretchaninoff – Nunc Dimittis

Coro do Festival ZêzereArts
Direcção – Aoife Hiney, Pedro Correia

Concertos “Im Perfeitos” | 17 JULHO
Capelas Imperfeitas – Mosteiro da Batalha | 21:00
Sexteto de Cordas, Op. 65 – Joly Braga Santos
“Noite Transfigurada”, para Sexteto, Op. 4 – Arnold Schoenberg

Quarteto Lopes-Graça com Leonor Braga Santos e Varoujan Bartikian

Concerto Coral | 18 JULHO
Igreja de Nossa Senhora da Graça, Tomar | Quarta-feira | 21:00
Cantemos – Lajos Bárdos
Alexander Gretchaninoff – Nunc Dimittis
Mozart – Missa Brevis in Bb K275

Coro do Festival ZêzereArts
Ensemble ZêzereArts
Direcção – Aoife Hiney, Pedro Correia

Concerto Coral com Recital de Canto Lírico | 19 JULHO
Centro Cultural, Ferreira do Zêzere | Quinta-feira | 21:00
“Tea at the Ritz”

Coro de Brockham (Reino Unido)
Direcção – Patrick Barrett

ZêzereArts Ensembles Vocais
Recital de canto e piano por estudantes das Masterclasses

Concerto Vocal | 20 JULHO
Charola – Convento de Cristo, Tomar | Sexta-feira | 18:30
ZêzereArts Ensembles Vocais

Concertos “Im Perfeitos” | 20 JULHO
Capelas Imperfeitas – Mosteiro da Batalha | Sexta-feira | 21:00
Estudantes e Professores dos Cursos de cordas ZêzereArts

Concerto Coral Sinfónico | 21 JULHO
Claustro D. João III – Convento de Cristo, Tomar | Sábado | 21:00
Charles Gounod – Gallia
Estreia mundial de uma nova obra, encomenda do ZêzereArts ao seu compositor residente de 2018 – David Miguel
Antonín Dvořák – Dědicové Bílé hory (Os Herdeiros do Monte Branco)

Coro Sinfónico ZêzereArts
Soprano Solo – Isabel Alcobia
Direcção – Brian MacKay

Recital | 22 JULHO
Praia de Ribatejo | Vila Nova da Barquinha | Domingo | 16:00
Estudantes e Professores dos Cursos de cordas ZêzereArts

Concertos “Im Perfeitos” | 25 JULHO
Capelas Imperfeitas – Mosteiro da Batalha | Quarta-feira | 21:00
Óphelie Gaillard – Violoncelo solo

Concerto | 26 JULHO
Claustro D. João III – Convento de Cristo, Tomar | Quinta-feira | 21:00
Serenata para cordas – Tchaikovsky e concertos de Vivaldi e Mozart

Recital | 27 JULHO
Cine-Teatro Paraíso, Tomar | Sexta-feira | 15:00
Estudantes dos Cursos Magistrais de cordas ZêzereArts

Concerto | 27 JULHO
Castelo de Almourol – Vila Nova da Barquinha | Sexta-feira | 22:00
Serenata para cordas – Tchaikovsky e concertos de Vivaldi e Mozart

Concerto de Gala | 28 JULHO
Igreja Matriz de Areias – Ferreira do Zêzere | Sábado | 21:00

Ópera – As Bodas de Figaro – Mozart
Cineteatro Ivone Silva – Ferreira do Zêzere | Sexta-feira, 3 de Agosto | 21:00
Cineteatro Ivone Silva – Ferreira do Zêzere | Sábado, 4 de Agosto | 21:00

Todos os concertos são de Entrada Livre

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Junho foi um mês preenchido para a Musicamera Produções

Junho viu acontecer três eventos distintos, onde vários músicos proporcionaram concertos memoráveis: o Duo Contracello apresentou o projecto multimédia “Ver os Sons, Ouvir Imagens” em Seia e Amesterdão; decorreram também três momentos do projecto “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos”, sendo o primeiro garantido pelo Quarteto Lopes-Graça no Festival 20.21 – Évora Música Contemporânea e os restantes dois chegaram ao CCB (Lisboa) e ao CCCCB (Castelo Branco) pelos instrumentos de 13 exímios músicos. Ainda em Junho, no dia 21, Anne Kaasa (piano), Natasa Sibalic (soprano) e Alejandro Erlich Oliva juntaram-se em Amesterdão, para a nova edição do projecto CRIASONS e celebraram os 150 anos do nascimento do pianista e compositor José Vianna da Motta.

Duo Contracello apresentou “Ver os Sons, Ouvir Imagens” em Portugal e Holanda

O Duo Contracello, composto por Miguel Rocha (violoncelo) e Adriano Aguiar (contrabaixo) apresentaram o projecto “Ver os Sons, Ouvir Imagens” no Conservatório de Seia (1 Junho), no Conservatorium van Amsterdam (7 Junho) e no Q-Factory Amsterdam (8 Junho).

“Ver os Sons, Ouvir Imagens” é um evento multimédia de carácter performativo onde a música de Miguel Rocha e Adriano Aguiar interage com as imagens audiovisuais criadas por Mariana Irene Aparício, Inês Silva e João Pedro Oliveira, coordenadas ao vivo por Jaime Reis. O trabalho criativo em torno do cruzamento destas duas expressões artísticas permite criar um espectáculo multidimensional, proporcionando ao público novas e intensas experiências.

As três apresentações decorridas em Junho contaram com a estreia absoluta da obra “Dark Energy” de João Pedro Oliveira e de trabalhos de António Chagas Rosa, e ainda com peças de Isabel Soveral, Jaime Reis, Clotilde Rosa e Ângela Marques compostas especialmente para esta formação.

Uma parte do projecto “Ver os Sons, Ouvir Imagens” foi realizada em 2015 no XVII Festival de Música Contemporánea de Madrid, no Coma’15, no Festival DME (Seia, Santa Cruz e Lisboa), no IndiCtivE-Uno (Madrid) e no BASS2016 PRAGUE. O projecto continuará em 2018, estando já programados mais três concertos em Lisboa, Castelo Branco e Madrid.

Três momentos de celebração da obra de Joly Braga Santos

No ano do 30.º aniversário do desaparecimento de Joly Braga Santos (1924-1988), a Musicamera Produções apresentou três concertos, parte do projecto “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos”.

O primeiro aconteceu no dia 6 de Junho, na 1ª edição do Festival 20.21 – Évora Música Contemporânea, em que o Quarteto Lopes-Graça interpretou peças de Joly Braga Santos e ainda o “Prelúdio à Sesta das Cigarras” do compositor, pianista e director do festival Amílcar Vasques Dias.

A 7 de Junho, Olga Prats (Piano), Leonor Braga Santos (Violeta), António Saiote (Clarinete), Nuno Ivo Cruz (Flauta), Ricardo Lopes (Oboé), Carolino Carreira (Fagote), Paulo Guerreiro (Trompa), Jorge Almeida (Trompete), António Quítalo (Trompete), Pedro Monteiro (Trompete), Jarret Buttler (Trombone), Vítor Faria (Trombone) e Ilídio Massacote (Tuba) subiram ao palco do CCB, em Lisboa, para o quarto e último concerto da série “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos”.

Este mesmo programa foi apresentado pelos mesmos 13 músicos de excelência no dia 8 de Junho no CCCCB – Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco.

O projecto “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos” da Musicamera Produções estreou no CCB em Novembro de 2017 e continuará a percorrer o país durante 2018 e 2019, num gesto de defesa e fruição de um acervo de uma das principais figuras da música portuguesa do século XX.

Together in recital, identidade e universalismo no Portugal cultural de hoje

Foi no dia 21 de Junho, na English Reformed Church, em Amesterdão, que se juntaram Anne Kaasa (piano), Natasa Sibalic (soprano) e Alejandro Erlich Oliva (contrabaixo e composição). Nenhum destes três intérpretes nasceu em Portugal, mas cada um deles encontrou em Portugal terreno fértil para o seu crescimento artístico. Neste recital celebraram-se os 150 anos do nascimento do pianista e compositor José Vianna da Motta e estrearam-se também três canções compostas por Erlich Oliva, a partir de poemas de Florbela Espanca, Marquesa de Aloma e Natália Correia.

Erlich Oliva foi o primeiro Contrabaixo Solista da Orquestra Gulbenkian (1976/2010) e fundador de diversos Ensembles de Música de Câmara de renome, como o Grupo ColecViva ou o Opus Ensemble. Natasa Sibalic, intérprete vocal de origem sérvia, já actuou nas mais importantes salas do país, entre as quais o Teatro Nacional de São Carlos, Teatro Nacional Dona Maria II, Teatro Municipal de São Luiz ou CCB. A pianista norueguesa Anne Kaasa é já conhecida do público português, especialmente na área da Música de Câmara, e tem actuado com alguns dos mais destacados músicos portugueses como Aníbal Lima, Luís Pacheco Cunha, António Saiote ou António Carrilho. Portugal é, assim, o denominador comum destes três artistas que levaram a  Amesterdão, em Junho passado, “Together in recital”.

2ª Edição de Criasons começa dia 21 de Junho, em Amesterdão com Juntos em Recital

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Dia 21 de Junho, a possibilidade de assistir ao primeiro concerto da nova edição do projecto CRIASONS que teve a primeira edição foi realizada em 2011.

Com o objetivo de promover e divulgar amplamente a música erudita com particular incidência na matriz autoral portuguesa contemporânea, na The English Reformed Church em Amesterdão, pelas 20h15:

JUNTOS EM RECITAL
com
Natasa Sibalic (soprano)
Anne Kaasa (piano)
Alejandro Erlich Oliva (contrabaixista e compositor)

PROGRAMA
JOSÉ VIANNA DA MOTTA (Cidade de São Tomé, São Tomé e Príncipe, 1868 – Lisboa, 1948)
Pastoral Op.10, nº 1 – poesía popular
A estrela” Op.10, nº 3 – João Baptista Almeida Garrett (1799 – 1845)
Canção Perdida – Abílio Manuel Guerra Junqueiro (1850 – 1923)
(Em adesão às comemorações do 150º aniversário do seu nascimento)

ARMANDO JOSÉ FERNANDES (Lisboa,1906 – Lisboa, 1983)
Cinco Prelúdios para piano
Moderato con sentimento
Presto giocoso
Allegro non troppo
Andante con moto
Allegretto

LUÍS DE FREITAS BRANCO (Lisboa, 1890 – Lisboa, 1955)
Três Sonetos de Antero de Quental
A Sulamita
Idílio
Sonho Oriental

FERNANDO LOPES-GRAÇA (Tomar, 1906 – Parede, 1994)
Variações sobre um tema popular português (piano solo)
Dois romances de Armando Rodrigues
Romance das três meninas num laranjal
Romance dos sete cavaleiros

ALEJANDRO ERLICH OLIVA
Pequena Canção e Dança para contrabaixo e piano
(in memoriam Ángel Lasala)

CONSTANÇA CAPDEVILLE (Barcelona, Espanha, 1937 – Lisboa, 1992)
Amén para uma ausência
Versão para contrabaixo solo dedicada a Alejandro Erlich Oliva

AMÍLCAR VASQUES DIAS (Badim-Monção, 1945)
Sem dar por nada (José Afonso)
Soror Mariana-Beja (Sophia Mello Brayner)
Aqui a pedra cai (José Saramago)

ALEJANDRO ERLICH OLIVA (Buenos Aires, Argentina, 1948)
Três canções para soprano, contrabaixo e piano
A Vida e a Morte – Florbela Espanca (1894 – 1930)
Sozinha no Bosque – Marquesa de Alorna (1750 -1839)
Do Dever de Deslumbrar – Natália Correia (1923 – 1993)
(Primeira audição mundial)

Nota do compositor
Pequena Canção e Dança para contrabaixo e piano.
Esta breve díptico está dedicado à ilustre memória do compositor e pedagogo argentino Ángel Lasala. Formador de várias gerações de compositores e intérpretes, Lasala foi meu professor de Música de Câmara no Conservatório Municipal de Buenos Aires “Manuel de Falla, nos já longínquos anos 70. Os dois miniaturais andamentos evocam duas formas musicais populares argentinas: a lenta e triste “baguala” e a espirituosa e saltitante “chacarera”.

Três Canções para soprano, contrabaixo e piano
“Estas canções constituem a minha homenagem – humilde e sincera – a três grandes nomes referenciais da poesía portuguesa dos Séculos XVIII, XIX e XX. Concordo com a opinião de Natália Correia quando afirmava que a poesía não tem género. Por esse motivo não gostava que se lhe aplicasse o termo “poetisa”; para ela, a definição de quem se expressa através daquela arte devia ser poeta, independentemente do género. A minha escolha destas três criadoras do universo poético lusófono é totalmente intencional. A mensagem faz parte do mensageiro. Numa Europa onde, por exemplo na Suíça, o voto feminino na totalidade do território só foi autorizado… já bem ultrapassada a metade do Século XX(!!!) e num Portugal onde só agora, na segunda década do Século XXI está a ser implementada a lei que se digna incluir as mulheres no nobre princípio “Trabalho igual, salário igual”, não está a mais qualquer gesto coadjuvante da luta pela afirmação e defesa da condição feminina.”A vida e a morte” é o primeiro poema de Florbela Espanca, escrito aos oito anos de idade. Em “Sózinha no bosque“, a Marquesa de Alorna exibe um magnífico exemplo de poesia premonitoriamente modernista. “Do dever de deslumbrar” é um dos poemas mais filosóficos da grande escritora e temível oradora parlamentar Natália Correia. O breve mas intenso texto culmina com a comovente afirmação da essencialidade existencial da poesía. Tanto quanto sei, nenhum destes três poemas foi até agora utilizado musicalmente para a elaboração de canções. Esta trilogia vocal instrumental está dedicada – com toda a minha admiração artística – à soprano Natasa Sibalic.”

 

Integral de Música de Câmara de Joly Braga Santos @ Évora, Lisboa e Castelo Branco – 6 a 8 Junho

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MÚSICA DE CÂMARA DE JOLY BRAGA SANTOS CELEBRA-SE EM DOSE TRIPLA EM JUNHO

6 Junho | Teatro Garcia de Resende, Évora | 21h30
7 Junho | CCB, Lisboa | 19h
8 Junho | CCCCB, Castelo Branco | 21h30

 

No ano do 30.º aniversário do desaparecimento de Joly Braga Santos, a Musicamera Produções prossegue o desígnio de celebrar e divulgar a obra de música de câmara de uma das principais figuras da música portuguesa do século XX. Já em Junho, apresentam três concertos que fazem parte do projecto “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos”.

No dia 6 de Junho, o reconhecido Quarteto Lopes-Graça faz as honras de abertura da 1ª edição do Festival 20.21 – Évora Música Contemporânea, às 21h30, no Teatro Garcia de Resende, em Évora. Luís Pacheco Cunha (Violino), Maria José Laginha (Violino), Isabel Pimentel (Violeta) e Catherine Strynckx (Violoncelo) interpretarão peças de Joly Braga Santos para quarteto e ainda Prelúdio à Sesta das Cigarras, obra do compositor, pianista e director do festival Amílcar Vasques Dias, especialmente dedicada ao Quarteto Lopes-Graça.

No dia 7, Olga Prats (Piano), Leonor Braga Santos (Violeta), António Saiote (Clarinete), Nuno Ivo Cruz (Flauta), Ricardo Lopes (Oboé), Carolino Carreira (Fagote), Paulo Guerreiro (Trompa), Jorge Almeida (Trompete), António Quítalo (Trompete), Pedro Monteiro (Trompete), Jarret Buttler (Trombone), Vítor Faria (Trombone) e Ilídio Massacote (Tuba) sobem ao palco do CCB, em Lisboa, às 19h, para o quarto e último concerto da série “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos”.

Este mesmo programa é novamente apresentado pelos 13 músicos de excelência no dia 8, no CCCCB – Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, às 21h30.

Estreado em Novembro de 2017 no CCB, o projecto da Musicamera Produções “Integral da Música de Câmara de Joly Braga Santos”, que reúne a música de câmara instrumental do compositor num ciclo orgânico de concertos em Portugal, continuará assim, em 2018 e 2019, a percorrer o país, num gesto de “defesa e fruição de um acervo fulcral no devir da cultura musical portuguesa” (Alejandro Erlich Oliva, Musicamera Produções).

Mais informações sobre os bilhetes do Festival 20.21 aqui, do CCB aqui e do CCCCB aqui.

 
Programas

Évora
Joly Braga Santos [1924-1988]
Quarteto de Arcos nº 1, op. 4 (1945) 35’00’’
Dedicado a Luís de Freitas Branco
Allegro moderato
Allegro con fuoco
Andante tranquillo
Allegro molto energico e appassionato

Amílcar Vasques Dias [1945]
Prelúdio à Sesta das Cigarras (2010) 6’30’’
Obra dedicada ao Quarteto Lopes-Graça

Joly Braga Santos [1924-1988]
Quarteto de Arcos nº 2, op. 29 (1957) 23’00’’
Dedicado a Maria José Braga Santos
Largo – Allegro moderato
Adagio molto – Andante con moto
Largo – Allegro molto vivace

Lisboa e Castelo Branco
Joly Braga Santos [1924-1988]
Ária a Tre, op. 62 (1984) 8’50’’
Para Clarinete, Violeta e Piano
Dedicada a Diogo Paes, Leonor Braga Santos e António Rosa
interpretação de António Saiote, Leonor Braga Santos e Olga Prats

Joly Braga Santos [1924-1988]
Improviso, op. 70 (1988) 5’00’’
Para Clarinete e Piano
Dedicada a António Saiote e Olga Prats
interpretação de António Saiote e Olga Prats

Joly Braga Santos [1924-1988]
Peça para Fagote e Piano (1946) 3’50’’
Dedicado a Ângelo Pestana
interpretação de Carolino Carreira e Olga Prats

Joly Braga Santos [1924-1988]
Peça para Flauta e Piano 3’50’’
Dedicada a Luís Boulton
interpretação de Nuno Ivo Cruz e Olga Prats

Joly Braga Santos [1924-1988]
Adagio e Scherzino (1956) 6’50’’
Para Quinteto de Sopros
Dedicada ao Quinteto Nacional de Sopros
interpretação de Nuno Ivo Cruz, Ricardo Lopes, António Saiote, Carolino Carreira e Paulo Guerreiro

Joly Braga Santos [1924-1988]
Suite para Instrumentos de Metal (1985) 15’00’’
Para 3 Trompetes, Trompa, 2 Trombones e Tuba
Dedicado ao Grupo de Metais de Lisboa
interpretação de Jorge Almeida, António Quítalo, Pedro Monteiro, Paulo Guerreiro, Jarrett Buttler, Vítor Faria e Ilídio Massacote
Sobre o Quarteto Lopes-Graça
Composto por Luís Pacheco Cunha (Violino), Maria José Laginha (Violino), Isabel Pimentel (Violeta) e Catherine Strynckx (Violoncelo), o Quarteto Lopes-Graça formou-se em 2005 com o objectivo de dotar a Escola de Música do Conservatório Nacional (Lisboa) de um grupo de referência na área das cordas, com condições para desenvolver um trabalho permanente com output aos níveis da formação especializada em música de câmara (masterclasses de quarteto) e da promoção da escola, no país e no estrangeiro.
Desde então, afirmou-se como agrupamento de referência na sua área, tendo actuado nas mais importantes salas e eventos musicais do país: Festa da Música e Dias da Música do Centro Cultural de Belém; Casa da Música do Porto; Culturgest, Teatro São Luiz, Teatro da Trindade, em Lisboa; Encontros de Música do Alentejo, em Évora, entre muitos outros projectos e espaços culturais.
Em Maio de 2009 editou o seu primeiro projecto discográfico – um CD com obras de Fernando Lopes-Graça e António Victorino d’Almeida; em 2011 um novo álbum, em conjunto com o Opus Ensemble e o Duo Contracello, com as obras estreadas no Festival CRIASONS; e em 2014/2015 dois CDs com a obra integral de Fernando Lopes-Graça para Quarteto e Piano, com Olga Prats.

Estão abertas as inscrições para os Cursos de Verão Zêzere Arts 2018 – Até 1 de Julho

Bem-vindos ao evento que convida estudantes de nível médio e superior a participar numa série de Cursos de Verão e Masterclasses que decorrem no âmbito da edição 2018 do Festival ZêzereArts.
Um misto de experiência de desenvolvimento de carreira para músicos e um programa diversificado de performances de elevada qualidade para o público.
Festival ZêzereArts – Música no Património propõe Cursos Individuais de Violino, Violeta, Violoncelo e Contrabaixo e Cursos para Grupos de Música de Câmara, para os quais convocam-se:

▪ Estudantes avançados em Violino, Violeta, Violoncelo e Contrabaixo;
▪ Agrupamentos de Música de Câmara.

Os Cursos de Verão ZêzereArts têm orientação dos professores:
Eliot Lawson(Violino)
Gian Paolo Peloso (Violino)
Luís Pacheco Cunha (Violino)
Catherine Strynckx (Violoncelo)
Adriano Aguiar (Contrabaixo)
Jorge Alves (Violeta, Música de Câmara).

A grande novidade deste ano é
Masterclass com Ophélie Gaillard | Violoncelo | 25 a 27 de Julho
Oportunidade única de aprender com a extraordinária violoncelista francesa que irá proporcionar três dias de trabalho intenso com um grupo restrito de estudantes de grau Superior, Mestrado ou Pós-Graduação.

Datas:
▪ 1ª Semana | 14 a 22 de Julho – Vila Nova da Barquinha
▪ 2ª Semana | 22 a 29 de Julho – Tomar

Actividades:
▪ Masterclasses Individuais;
▪ Masterclasses de Música de Câmara, incluindo agrupamentos de câmara já formados (poderão englobar piano);
▪ Estudo e apresentação de repertório solista com Orquestra;
▪ Ensaios de Orquestra e Ensemble de Cordas;
▪ Concertos inseridos na edição 2018 do Festival ZêzereArts;
▪ Workshop diário de relaxamento.

Os estudantes serão assistidos em permanência pelas pianistas Ana Queiróz e Taíssa Poliakova que irão acompanhar ensaios, concertos e recitais. Haverá concertos de Música de Câmara da responsabilidade de alunos e professores, integrando a programação do Festival ZêzereArts. Alguns dos estudantes mais avançados terão possibilidade de estudar e apresentar-se em concerto a solo com a Orquestra do Festival.
Local:
Os Cursos de Verão ZêzereArts terão lugar entre a histórica e pitoresca cidade de Tomar e Vila Nova da Barquinha, terra dos Cavaleiros Templários. Será uma oportunidade única para disfrutar do famoso Convento de Cristo como um local de trabalho e de vivência intensa da música.
Os estudantes ficarão alojados e farão as suas refeições em Vila Nova da Barquinha, durante a primeira semana, e no Convento de Cristo, durante a segunda semana.
Ensaios, aulas e concertos terão lugar no Convento de Cristo e noutras salas, em Tomar, Vila Nova da Barquinha, Batalha e Ferreira do Zêzere.
Repertório Orquestral:
Obras de Mozart, Vivaldi, Telemann e Corelli; Serenata para Cordas de Tchaikovsky.

Condições:
Masterclasses Individuais (inclui Música de Câmara e Orquestra):
– Uma semana | 320€ || Duas semanas | 380€ *

Residentes em Tomar (sem estadia e alimentação):
– Uma semana | 240€  || Duas semanas | 320€

Masterclasses de Música de Câmara (agrupamentos já formados, de nível avançado – coaching diário):
– Uma semana | 200€  || Duas semanas  | 280€ *

Masterclasses de Ophélie Gaillard:
– Uma semana | 500€ ||  Duas semanas | 650€ *

As propinas incluem todas as despesas com aulas individuais e de música de câmara regulares com os diversos professores do Curso, além dos três dias de Masterclass com Ophélie Gaillard e estadia em regime de pensão completa. Não incluem o transporte para Tomar.

Apenas Masterclass de Ophélie Gaillard:
- Três dias | 400€
*Preço especial para estudantes portugueses – apoio Médio Tejo

As inscrições só serão aceites até 1 de Julho de 2018 em www.zezerearts.com

No acto da inscrição (realizada online) é cobrada 50% da propina, não reembolsável. As inscrições realizadas após 15 de Junho deverão pagar a totalidade da propina. Os estudantes com idade inferior a 18 anos terão de apresentar uma declaração de autorização do Encarregado de Educação e inscrever-se num seguro de acidentes pessoais, que terá um custo adicional de 10€.

Pagamentos por Transferência Bancária para:
IBAN – 0045 9060 4029 8122 4784 5

Envio obrigatório de comprovativo de pagamento para o mail: geral@musicamera.pt

O projecto “Ver os Sons, Ouvir Imagens”, em Junho, com concertos em Seia e na Holanda

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“VER OS SONS, OUVIR IMAGENS”

DUO CONTRACELLO & Jaime Reis
site oficial| facebook
1 Junho – Conservatório de Música de Seia | 21h00
8 Junho – Conservatório de Amesterdão
9 Junho – Q-Factory em Amesterdão
entrada livre

Ver os Sons, Ouvir Imagens é um evento multimédia, de carácter performativo, onde os sons do violoncelo de Miguel Rocha e do contrabaixo de Adriano Aguiar interagem com as imagens audiovisuais criadas por Mariana Irene Aparício, Inês Silva e João Pedro Oliveira, controladas a vivo por Jaime Reis.

O Duo Contracello apresenta neste espectáculo obras de prestigiados compositores portugueses que escreveram especialmente para esta formação. São eles Isabel Soveral, Jaime Reis, Clotilde Rosa e Ângela Lopes.
Esta é também a ocasião para a estreia absoluta da obra “Dark Energy” de João Pedro Oliveira, acompanhada de imagens do próprio, e da estreia de trabalhos de António Chagas Rosa.

O trabalho criativo em torno da ideia de cruzamento entre duas expressões artísticas – a música e o filme – tem como principal objectivo a montagem de um espectáculo multidimensional, e o envolvimento simultaneamente erudito e emocional do(s) seu(s) público(s). Destaque, também, para uma clara possibilidade de exposição pedagógica dos sons e das imagens, através da componente perceptiva do espectáculo, em que ver e ouvir, é intencionalmente exposto e amplificado, proporcionando novas e intensas experiências aos seus espectadores.

O projecto Ver os Sons, Ouvir Imagens do Duo Contracello – que conta com o apoio da DGArtes e da Fundação GDA – apresenta-se no dia 1 de Junho, no Conservatório de Música de Seia, para depois seguir para a Holanda, onde dará mais dois concertos: dia 8 e 9 em Amesterdão, no Conservatório e na Q-Factory, respectivamente.
Em Dezembro de 2018 estão programados mais três concertos em Lisboa, Castelo Branco e Madrid.

Programa
Clotilde Rosa [1930-2017]
Peacefull Meeting (2016)
Com imagens de João Pedro Oliveira

Ângela Lopes (1972)
E(H)LLE(M) – “Sete momentos em forma de trança” (2017)
Com imagens de Inês Silva

Isabel Soveral [1961]
Anamorphoses VIII (2014)
Com imagens de Maria Irene Aparício

Jaime Reis [1983]
Fluxus, Drag (2015)
Com imagens de Maria Irene Aparício

João Pedro Oliveira [1959]
Dark Energy(2018) Estreia Mundial
Com imagens de João Pedro Oliveira

Sobre o Duo Contracello
Duo composto pelo violoncelista Miguel Rocha e o contrabaixista Adriano Aguiar.
Inicia a sua actividade em 1993 e no currículo tem apresentações em Portugal (tais como Festivais de Música de Espinho, de Leiria, Porto 2001-Capital Europeia da Cultura e Centro Cultural de Belém, Festival CriaSons 2011), em Espanha, França (Festival d’Ile de France), Suíça, Estados Unidos da América e República Checa.
O seu repertório, que se estende de Couperin a Berio, é constantemente enriquecido com obras originais especialmente dedicadas. A primeira realização discográfica do Duo Contracello, NUMERICA 1055, foi publicada no final de 1996 com o apoio do Ministério da Cultura e inclui obras de Boismortier, Pleyel, Rossini e Alexandre Delgado. Em 2006 foi lançado o segundo CD, “Duo Contracello II”, com obras de Couperin, Keyper, Mozart, Boukinik e Carlos Azevedo. O CD “Duo Contracello III”, editado em 2015 é inteiramente preenchido com obras dedicadas ao Duo Contracello por compositores portugueses: Sérgio Azevedo, Paulo Jorge Ferreira, António Victorino D’ Almeida, Isabel Soveral e César Viana. O programa deste último CD foi apresentado em numerosos concertos de norte a sul de Portugal, com o apoio da DGartes.

Quarteto Lopes-Graça | Música Portuguesa para um Quarteto – Q. Festival

Q Festivval

O Quarteto Lopes-Graça, vai actuar esta sexta-feira, dia 30 de Março, no Q. Festival em Utrech, levando a música erudita portuguesa além fronteiras e fazendo parte de uma já icónico e importante festival.
PROGRAMA
FREITAS BRANCO, Luiz de
[Lisboa, 1890 – 1955]

Quarteto de Cordas (1910)
Moderato
Vivo
Lento
Animado
BRAGA-SANTOS, Joly
[Lisboa, 1924 – 1988]

Quarteto de Arcos nº 2, op. 29 (1957)
(Dedicado a Maria José Braga Santos)

Largo – Allegro moderato
Adagio molto – Andante con moto
Largo – Allegro molto vivace