ARTISTAS

BRIAN MACKAY

DIRECTOR MUSICAL

Brian MacKay escolheu Portugal para país de acolhimento há 10 anos atrás. Aí construiu uma carreira diversificada e estimulante, mantendo fortes ligações musicais à sua terra natal, a Irlanda.

Fez a sua formação no Royal College of Music (Londres) e no Instituto Kodály  (F. Liszt Academy of Music – Kecskemét / Hungria), onde estudou com Yonty Solomon, Janos Furst, Lawrence Leonard (tornando-se posteriormente seu assistente no Morley College), Sarah Francis, Jeremy Dale-Roberts, Timothy Salter, Edwin Roxburgh, Katalin Kiss, Peter Erdei, Zsuzsa Heyas, Roland Hajdu, o que reflete a visão ampla e diversificada sobre a música que vem sustentando a sua abordagem profissional e experiência.

O início da sua carreira focou-se em trabalho orquestral (como oboísta) e na música de câmara (oboé e piano), enquanto desenvolvia experiência como maestro de uma variedade de orquestras e coros amadores. A música de câmara sempre teve um papel especial, algo que lhe valeu, com o Addison Trio, o prémio Latham Koenig para música de câmara de sopros do Royal College of Music, assim como os prémios da Royal Overseas League e do Park Lane Group, de Londres.

Este último envolveu a encomenda de novas obras aos compositores Timothy Salter e Edwin Roxburgh, apresentadas em estreia no Purcell Room. O Trio trabalhou vários anos para o programa de Yehudi Menuhin, “Live Music Now”. Durante este período, Brian ensinou no Royal College of Music – Junior Departament, na City of London School e no Morley College, uma diversidade entusiasmante de jovens altamente talentosos e adultos iniciantes. Paralelamente dedicou-se à direcção de coros comunitários orquestras e ensembles de nível profissional tais como a Guildhall Chamber Orchestra (Irlanda do Norte), Essex Chamber Orchestra (ECHO) e o BBC Club Choir (Londres). Ambas actividades refletem o seu compromisso duradouro com a importância e a potencialidade da inclusão das vertentes profissional, amadora e a integração comunitária na produção musical.

Uma forte motivação de desenvolvimento profissional e aquisição de mais eficazes ferramentas de ensino levou-o a um segundo período de estudo avançado na Hungria, focado na direção (orquestral e coral), no treino vocal e no acompanhamento e co-repetição com cantores. Durante esta sua estadia na Hungria, cantou com o ensemble coral profissional Ars Nova, tornando-se seu membro vitalício honorífico, pelos serviços prestados ao grupo.

De regresso à Irlanda, a carreira de Brian orientou-se para a direção profissional, trabalho de repetiteur, treino vocal e de recital com cantores, sendo dessa altura a fundação da escola de verão Irish Vocal Masterclasses.

Nos 10 anos subsequentes, dirigiu concertos com a National Symphony Orchestra of Ireland, a Irish Chamber Orchestra, a Orchestra of St. Cecilia, o Chamber Choir Ireland, os Czech Virtuosi em Brno, a Nairobi Orchestra no Quénia, os Fishamble Voices, Enchiriadis Treis e St. George’s Singers, em Belfast. Trabalhou como repetiteur e diretor musical no International Wexford Opera Festival durante dois anos, e como repetiteur com o Opera Theatre Company em diversas produções, antes de regressar à companhia como maestro. Ao longo dos 8 anos à frente da Castleward Opera, na Irlanda do Norte, Brian dirige, nessa e noutras estruturas,  produções de La Bohême e La Rondine, de Puccini; as óperas de Mozart e Da Ponte; Albert Herring, Beggar's Opera e Rape of Lucretia, de Britten; Hanzel and Gretal, de Humperdinck; Carmen, de Bizet; Orfeo, de Gluck; The Cunning Little Vixen, de Janácek; Un Ballo in Maschera e Don Carlo, de Verdi; Lucia de Lammermoor, de Donizetti; Giulio Cesare, de Handel;  Dido and Aeneas, de Purcell. Em 2006 teve a honra de ser convidado para dirigir uma produção da Opera Theatre Company da obra “Cunning Little Vixen”, de Janácek, no Janacék Brno Festival, com a Czech Virtuosi Orchestra. Nos seus últimos 2 anos de residência na Irlanda, trabalhou como maestro titular do Chamber Choir Ireland.

Durante este período, a sua actividade docente centrou-se no ensino vocal, estudos de interpretação na Dublin City University, presidência da Kodaly Society of Ireland e das Irish Vocal Mastercalsses, para além de convites regulares para orientação de masterclasses em diversos cursos de verão. A sua associação de 10 anos com a Nairobi Orchestra deu origem a um trabalho de consultoria para a KENMUTA, uma associação governamental do Quénia de apoio ao trabalho docente na área musical. Foi, em diversas ocasiões, professor convidado da Lizst Academy em Budapest e do Royal Conservatoire of Scotland.

No ano da sua instalação em Portugal fundou o Festival ZêzereArts, agora no seu 10º aniversário, sempre sob sua direcção. Deu recitais e dirigiu concertos por todo o país, em instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian ou o Palácio da Foz em Lisboa. O ecletismo das suas orientações estéticas determinou o convite para dirigir um concerto com o trio de jazz P.L.I.N.T (Pablo Lapidusas International Trio), em 2018, no Festival Artes à Rua, em Évora.

No âmbito da associação de 6 anos com a Musicamera Produções, de que é director, é responsável pela direção artística de variados projetos, incluindo duas edições do Festival CriaSons, dedicado à música contemporânea portuguesa, os projectos Descobrir Noronha “O Paganini Português”, Beethoven e Bomtempo (Celebração Portuguesa dos 250 anos de Beethoven), entre outros.

Dirigiu apresentações de criações de compositores portugueses como Eurico Carrapatoso, António Victorino d' Almeida e estreias de obras de Cândido Lima, Fernando Lapa ou David Miguel.

É fruto do seu entusiasmo e dedicação a estreia absoluta de duas novas produções operáticas portuguesas de larga escala, criações do compositor Amílcar Vasques-Dias - “Soror Mariana Alcoforado” (2017) e “Geraldo e Samira” (2019). Recentemente dirigiu também criações das óperas de César Viana - Debussy e Melisandes e O Último Canto - Camões e o Destino.

Dos seus mais recentes projetos na Irlanda, importa destacar o desenvolvimento do Irish Doctors Choir, cujo repertório inclui a Sinfonia nº 2 de Mahler, as Vésperas e as Três Canções Russas de Rachmaninov, Cantatas e Motetes de Bach, Bernstein e Borodin, sendo que o coro está neste momento a preparar a 9ª Sinfonia de Beethoven para concertos que terão lugar em Novembro de 2020, na ilha da Madeira, com a Orquestra Clássica daquele território.

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