ÓPERA DADAÍSTA DE ANTÓNIO DE SOUSA DIAS NO FESTIVAL CRIASONS IV
"[...] DADÁ; abolição da memória: DADÁ; abolição da arqueologia: DADÁ; abolição dos profetas: DADÁ; abolição do futuro: [...] Liberdade: DADÁ DADÁ DADÁ, alarido de dores crispadas, entrelaçamento dos contrários e de todas as contradições, dos grotescos, das inconsequências: A VIDA.”
Depois de arrancar com FE…DE…RI…CO…, a 4.ª edição do inédito Festival CriaSons continua a fazer do Teatro Aberto a sua morada.
A homenagem ao Teatro-Música, género cunhado por Constança Capdeville (1937-1992), avança com a apresentação única de Manifesto NaDa, de António de Sousa Dias, a 30 de novembro, pelas 21h30.
Constança Capdeville, John Cage, Sun Ra, Scott Joplin e muitos outros nomes da vanguarda da desconstrução musical inspiram esta ópera-manifesto sem pé nem cabeça, numa colagem arbitrária e irreverente, “contra e a favor de tudo, e decididamente sobre nada”.
Bebendo da fonte criativa inesgotável do disruptivo movimento DADA — e do seu maior representante, o poeta Tristan Tzara (1896-1963) —, Sousa Dias convida-nos a abandonar todas as convenções culturais, sociais, morais e estéticas para abraçar o absurdo, o desconexo, o novo, o NaDa.
Aos espectadores do Manifesto NaDa, reforçamos: de nada adiantará buscar sentidos superiores, mensagens implícitas, a lógica por trás do ilógico: nenhum A.B.C ou dó.ré.mi oferecer-lhe-á uma gramática possível — nem para o mais perspicaz dos intelectos.
Os bilhetes já estão à venda na BOL e na bilheteira do Teatro Aberto.
Uma criação de António de Sousa Dias e Alexandre Lyra Leite e co-produção Musicamera / Festival CriaSons e Inestética companhia teatral.